|fotos de ricfortune|

Neutral Milk Hotel
, "In The Aeroplane Over The Sea"

what a curious life we have found here tonight
there is music that sounds from the street
there are lights in the clouds


...tenho algumas saudades, confesso

posted by Ricardo Fortunato @ 11:40 da tarde, ,




No meu tempo nao havia nada disso...

Pois é, pois é! Surgiu finalmente o JornalismoPortoRadio (JPR), a webrádio do curso de Jornalismo e Ci?ncias da Comunicaç?o da Universidade do Porto.

Para ja, assinalo a interessante entrevista a Luis Santos, onde este fala sobre "o futuro do jornalismo", e a curiosa tertulia entre Catarina, Germano e Silvio, membros da primeira "fornada" do curso!

Tambem nao posso deixar de referir a qualidade visivel (!!!) dos canais de Jazz, Rock e Musica Portuguesa. O resto está por averiguar, mas, em caso de duvida, vale a pena passar os olhos pelo JPR (aqui XXX).

posted by .j. @ 5:55 da tarde, ,




Dia Mundial da Poesia, Primavera (Parte III)


[Fotografia de .j. | todos os cigarros, 2004]

Agora que coloquei um poema de Herberto, sinto-me obrigada a colocar um poema de Al Berto. Aqui fica o quinto poema do «Eras Novo Ainda», de 1981/82.


5

procuro-te no meio dos papeis escritos
atirados para o fundo do armario de vidrinhos
comias uvas no meio da pagina

a seguir era como se fosse noite
havia olhares que se cruzavam corpos
deambulaçoes pela praia
era noite e alguem se aproximava

eu estava sentado passeando os dedos
pelas nodoas frescas do vinho sobre a mesa o caderno
onde de quando em quando rabiscava um rosto
e listas de nomes que nao queria esquecer

paguei o vinho o pao e o queijo
levantei-me
tu cortaste-me a fuga vagarosamente preparada
pediste-me um cigarro

na outra pagina estavamos rindo
estendidos no pobre embarcadouro de madeira
planeavamos atravessar a noite magica do rio

a pagina seguinte esta´ em branco
mas lembro-me que te agarrei as maos e disse:
todos os cigarros do mundo sao para ti

posted by .j. @ 12:12 da tarde, ,




Dia Mundial da Poesia, Primavera (Parte II)

O Poema

I

Um poema crece inseguramente
na confusao da carne.
Sobe ainda sem palavras, so ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplendida violencia
ou os bagos de uva de onde nascem
as raizes minusculas do sol.
Fora, os corpos genuinos e inalteraveis
do nosso amor,
rios, a grande paz exterior das coisas,
folhas dormindo o silencio
- a hora teatral da posse.

E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E ja nenhum poder destroi o poema.
Insustentavel, unico,
invade as casas deitadas nas noites
e as luzes e as trevas em volta da mesa
e a força sustida das coisas
e a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do misterio.

- E o poema faz-se contra a carne e o tempo.


[Estava a olhar para o post com poemas de Rilke e pensei: «ja que coloco poemas do meu poeta estrangeiro preferido, entao tambem devo colocar dois poemas dos meus poetas portugueses preferidos.» Assim, fui buscar «o poema» de Herberto Helder, esse GRANDE poeta portugues!]

posted by .j. @ 11:56 da manhã, ,




Dia Mundial da Poesia, Primavera


[ Fotografia de .j. | Em casa, 2004 ]

Recordaçao

E tu esperas, aguardas a unica coisa
que aumentaria infinitamente a tua vida;
o poderoso, o extraordinario,
o despertar das pedras,
os abismos com que te deparas.

Nas estantes brilham
os volumes em castanho e ouro;
e tu pensas em paises viajados,
em quadros, nas vestes
de mulheres encontradas e ja perdidas.

E entao de subito sabes: era isso.
Ergues-te e diante de ti estao
angustia e forma e oraçao
de certo ano que passou.

---//---

Para recitar antes de de adormecer

Eu queria cantar para dentro de alguem,
sentar-me junto de alguem e estar ai.
Eu queria embalar-te e cantar-te mansamente
e acompanhar-te ao despertares e ao adormeceres.
Queria ser o unico na casa
a saber: a noite estava fria.
E queria escutar dentro e fora
de ti, do mundo, da floresta.
Os relogios chamam-se anunciando as horas
e ve-se o fundo do tempo.
E em baixo ainda passa um estranho
e acirra um cao desconhecido.
Depois regressa o silencio. Os meus olhos,
muito abertos, pousaram em ti;
e prendem-te docemente e libertam-te
quando algo se move na escuridao.


[Era capaz de passar o dia a transcrever versos dos meus poetas preferidos, mas como tenho mais coisas para fazer, assinalo o Dia Mundial da Poesia e a chegada da Primavera com dois poemas de Rainer Maria Rilke, d'«O Livro das Imagens», traduzidos por Maria Joao Costa Pereira,
Relogio d'Agua. Desculpem a falta de acentos em algumas palavras, mas a culpa é do blogue, que transforma tudo em pontos de interrogaçao.]

[Deixo ainda o link para um blogue de poesia, intitulado Casulo Amarelo.]

posted by .j. @ 11:32 da manhã, ,




Manabu Yamanaka



Imagens impressionantes, aqui XXX.

posted by .j. @ 10:32 da manhã, ,




A pedido da Ventosa Ole, aqui fica:



Dartacao e os Tres Moscaoteiros :)

posted by .j. @ 2:03 da tarde, ,




...


[Misterio Juvenil]


Perder um episodio era uma desgraça.

posted by .j. @ 11:33 da manhã, ,




os bons velhos tempos...

Esta manha, abri o correio e encontrei o seguinte e-mail:
«Joana,
Hoje tive uma noite de saudades (da infância) e cheguei a conclusao que eram os desenhos animados que garantiam a nossa sanidade mental durante toda a infância.
».
Ora, por causa destas palavras, decidi recuperar um post de Março de 2005, da autoria do Ric, em especial para a minha amiga Ines.

ps.: acho que deves comprar a colecçao do Planeta DeAgostini e, depois, deves ainda partilhar os dvds comigo :)

posted by .j. @ 11:24 da manhã, ,




ya...

Mike In Da House

posted by .j. @ 3:56 da tarde, ,




bolas...



[Metacafe]

posted by .j. @ 12:57 da tarde, ,



Terminal City #1 (1996)
de Dean Motter e Michael Lark

posted by Ricardo Fortunato @ 3:25 da manhã, ,




Ramonet



Se a memoria nao me falha, foi em Novembro de 2001, no Auditorio da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, que assisti pela primeira vez a uma conferencia de Ignacio Ramonet. A proposito d'«O Choque das Imagens», o director do «Le Monde Diplomatique» apresentou e dissertou sobre «Propagandas Silenciosas». Hoje, daqui a pouco, no Instituto Franco-Portugues, em Lisboa, irei ouvi-lo falar d'«Os media e a liberdade de expressao». No fundo, para mim, é mais ou menos um exercicio de "descubra as diferenças". Da vis?o de Ramonet sobre os media, o que terá mudado entre 2001-2006?

posted by .j. @ 5:24 da tarde, ,




7. Todo o amor do mundo n?o foi suficiente

todo o amor do mundo n?o foi suficiente porque o amor n?o serve de nada.
ficaram só os papéis e a tristeza,
ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte.
os domingos e as noites que passámos a fazer planos n?o foram

suficientes e foram demasiados porque hoje s?o como sangue no teu rosto,
s?o como lágrimas.
sei que nos amámos muito e um dia, quando já n?o te encontrar em

cada instante, cada hora,
n?o irei negar isso.

n?o irei negar nunca que te amei. nem mesmo
quando estiver deitado,
nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo

antes de a foder.

letra de josé luís peixoto para o álbum "3 MINUTOS ANTES DE A MARÉ ENCHER"
d´"A NAIFA".

posted by Bruno @ 3:47 da tarde, ,




My Space, Your Space

Dave Matthews Band
Fiona Apple
Sia
Sufjan Stevens
Iron and Wine
Sigur Ros

Radiohead
Beck
Ani Difranco
regina spektor
Portishead
David Bowie
Bob Dylan
Animal Collective
Explosions In The Sky
The Smiths

----------

A lista continua...

posted by .j. @ 9:42 da tarde, ,




a ler...



"Many people met Beckett and inevitably drank with him. It is true that he drank quite a lot and is almost certainly truer that he needed to drink, both to vivify a spirit that had "little talent for happiness" and to lessen the barrage of fellow imbibers."

[xxx]

posted by .j. @ 9:26 da tarde, ,



terminei hoje a escultura do an?o
(? esquerda: há duas semanas, ainda sem pintura; ? direita: a peça concluída)

e já comecei uma nova, agora um feiticeiro:

(mas estas, em princípio, n?o devo vender)
|fotos de Joana C.|

posted by Ricardo Fortunato @ 9:23 da tarde, ,




A vida dos bonecos I

«A rua estava repleta de meninos que brincavam e corriam e gritavam. Mas havia uma menina que preferia ficar longe da confusao. Ficava no seu quarto, com vista para a imponente macieira, a recortar revistas e jornais para fazer bonecos.»


Lisa Germano, Paper Doll

[Para O Estranho, agradecida.]

posted by .j. @ 3:22 da tarde, ,




Depois dos Simpsons...


[Encontrado no Renas e Veados]

O facto de ter visto ontem o Brokeback Mountain faz toda a diferença...

posted by .j. @ 11:32 da manhã, ,




The Simpsons... genial

posted by Ricardo Fortunato @ 4:26 da tarde, ,




A Scanner Darkly


Copyright © 2006 Warner Independent Pictures

When one reluctant undercover cop is ordered to start spying on his friends, he is launched on a paranoid journey into the absurd, where identities and loyalties are impossible to decode.

[XXX]

Coming soon...

posted by .j. @ 3:20 da tarde, ,




Ja passou um ano...








(*)claro que, de acordo com a minha concepçao temporal "brevemente" pode bem significar, enfim, um ano...
[obrigado pela ajuda Pe.]


Em tempos de nostalgia, acontece ver os arquivos deste blogue e encontrar "promessas" perdidas... Que é feito deste projecto?!

posted by .j. @ 1:03 da tarde, ,




ric, nem de proposito... :-)

Sobre uma fotografia

Ah, nitrato de prata, nitrato de prata
como ela me retrata


[Poema de Daniel Jonas,
p.42, in Os Fantasmas Inquilinos,
Livros Cotovia]

posted by .j. @ 12:47 da tarde, ,



"para acabar o rolo", 2004
|foto de .j.|

(lembras-te desta fotografia?)
pois é, realmente já quase n?o me lembro de estares por cá, mas é sempre muito bom conversar contigo - e reparei agora que és das poucas pessoas de quem nao tenho uma foto decente. Nao sei se vais fazer parte do meu novo "mural" :)

posted by Ricardo Fortunato @ 1:55 da manhã, ,




e o LSI dourado de melhor actor vai para...


"o homem da mala no chao do corredor", 2005
|foto de ricfortune|


Dead Combo
, "Polaroid Omelete e os Tr?s Miseráveis Saxes Barítonos"

posted by Ricardo Fortunato @ 1:42 da manhã, ,




registo:

Antes, chegava e diziam-me «ola», agora «o que fazes aqui?!».

posted by .j. @ 1:38 da tarde, ,




la máquina de los sue?os




Sukia
, "The Dream Machine"

posted by Ricardo Fortunato @ 11:50 da tarde, ,




A dor


[Fotografia de .j.]

A dor é um carteiro, pardo e taciturno,
de rosto descarnado, olhos celestiais,
liso fato escuro e a sacola oscilante
suspensa em ombros frageis, graciosos.

Bate-lhe no peito um relogio avariado
e ele desemboca, timido, nas ruas.
Caminha cosido `as paredes das casas
e depois desaparece num portao.

Entao bate. Ha uma carta para ti.


[Poema do hungaro Attila Jozsef,
que nasceu em 1905 e se suicidou em 1937,
traduzido por Egito Gonçalves,
no livro Poetas Hungaros Antologia,
Ediçoes Moraes]

posted by .j. @ 12:02 da tarde, ,