Baraka (1993, Ron Fricke)

posted by Ricardo Fortunato @ 11:18 da tarde, ,




Como aquel que en soñar gusto recibe,
su gusto procediendo de locura,
así el imaginar con su figuravanamente su gozo en mí concibe.

Otro bien en mí, triste, no se escribe,
si no es aquel que en mi pensar procura;
de cuanto ha sido hecho en mi ventura
lo sólo imaginado es lo que vive.

Teme mi corazón de ir adelante,
viendo estar su dolor puesto en celada;
y así revuelve atrás en un instante

a contemplar su gloria ya pasada.
¡Oh sombra de remedio inconstante,
ser en mí lo mejor lo que no es nada!

Electrelane, "Oh Sombra!" (a letra é a adaptação de um poema de Juan Boscán Almogáver)

posted by Ricardo Fortunato @ 10:55 da tarde, ,


Morreu: não só um dos nomes mais bonitos que conheço (fiama, fiama...), mas também a responsável por alguns dos versos que mais gosto de reler. É a primeira grande perda de 2007 e, quase ironicamente, a sua "obra breve" foi o último dos meus livros de 2006. Contra o arrepio, fica o poema "a um poema":



A um poema

A meio deste inverno começaram
a cair folhas demais. Um excessivo
tom amarelado nas imagens.
Quando falei em imagem
ia falar de solo. Evitei o
imediato, a palavra mais cromática.

O desfolhar habitual das memórias é
agora mais geral e também mais súbito.
Mas falaria de árvores, de plátanos,
com relativa evidência. Maior
ou menor distância, ou chamar-Ihe-ei
rigor evocativo, em nada diminui

sequer no poema a emoção abrupta.
Tão perturbada com a intensa mancha
colorida. Umas passadas hesitantes.
entre formas vulgares e tão diferentes.
A descrição distante. Sobretudo esta
alheada distância em relação a um Poema.


FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO (1938)
Três Rostos

posted by .j. @ 12:20 da tarde, ,




Fiama Hasse Pais Brandão

1938 - 2007

posted by .j. @ 12:17 da tarde, ,




Natal 2006

O que eu pedi e ninguém me ofereceu:


posted by .j. @ 12:18 da tarde, ,