Ha qualquer coisa nos caes e nas mulheres de Bonnard, qualquer coisa que oscila entre uma rara volupia e uma vulgar languidez, qualquer coisa universal e local, que reconheço intima e profundamente, que guardo, que relembro como se esses caes e essas mulheres se tratassem de personagens principais de um livro sem fim.

posted by .j. @ 7:18 da tarde, ,




Siesta | Pierre Bonnard



The Red-Checkered Tablecloth | Pierre Bonnard



Nude in the Bath and Small Dog | Pierre Bonnard

posted by .j. @ 11:40 da tarde, ,




Sitting Woman with a Cat | Pierre Bonnard

posted by .j. @ 11:31 da tarde, ,



Se eu soubesse que me ias levar a sítios destes já te tinha seguido há muito.
Próxima paragem: Creta!

posted by Ricardo Fortunato @ 2:53 da tarde, ,




PARA MARC CHAGALL

«Burro ou vaca galo ou cavalo
Ate ao corpo de um violino
Homem cantando um unico passaro
Dançando agil com a sua mulher
Casal mergulhado na sua primavera
Ouro da erva chumbo do ceu
Separado por chamas azuis
Da frescura do orvalho
O sangue cintila o coracao bate
Um casal o primeiro reflexo
E numa abobada de neve
Desenha a videira completa
Um rosto com labios de luar
Que a noite nunca dorme.»

PAUL ELUARD

posted by Bruno @ 12:20 da tarde, ,


« diz a mae: paula, o teu DEVER é ser vendedora, ou domestica. responde paula: mae, de momento nao ha nenhuma vaga para aprendiza de vendedora. diz a mae: entao fica em casa, paula, e torna-te domestica e ajuda-me na lida da casa e no estabulo e serve o teu pai, assim como eu o sirvo, e serve tambem o teu irmao, quando ele volta da mata, porque ha-de a tua vida ser melhor que a minha, que nunca fui mais que a minha mae, que era domestica, porque nesse tempo ainda nao havia vendedoras na terra, e o meu pai tinha-me matado se houvesse.
e ele disse que eu havia de ficar em casa, a ajudar a minha mae e a servi-lo a ele, quando ele voltasse do trabalho, e ir buscar cerveja ? taberna, sao so 8 minutos ida e volta, e se demoras mais um minuto, quebro-te esses ossos. e porque havias tu, a minha filha, de ter melhor vida? fica antes em casa para me ajudares, quando o teu pai e o teu irmao gerald voltarem do trabalho. e talvez um dia, nós, eu e o teu pai e o teu irmao, te quebremos esses ossos a serio.
ESTÁS A OUVIR!
paula, contudo, diz mas mae, eu nao quero, eu quero aprender corte e costura. e quando tiver terminado a aprendizagem, tambem quero poder gozar a minha vida, ir a italia, ir ao cinema com o dinheiro que eu propria ganhei, e depois de ter podido gozar um pouco a minha vida, quero outra vez, uma ultima vez, ir a italia, quero uma vez, uma ultima vez, ir ao cinema com o dinheiro que eu propria ganhei, e depois quero arranjar um homem decente, ou um menos decente, como esses que cada vez mais se ve no cinema, e depois quero casar e ter filhos, e ama-los a todos e por igual, sim, amar! e hao-de ser dois, um puto e uma menina. e depois, queria ainda tomar a pilula, para que continuem a ser dois, um puto e uma menina, e sempre tudo na maior limpeza e asseio. e ter de costurar so para os filhos e para mim. e construir eu propria uma casa para a nossa familia, com a ajuda do marido trabalhador.
(...)
a mae diz que vai dizer ao pai e ao gerald. que ela foi ao cinema 3 vezes no maximo em toda a sua vida, e nao gostou, e nao lhe interessou, e deu graças a deus quando voltou para casa. eu ca nunca estive em italia, nunca na vida, e o televisor é muito mais interessante.
»

* a ler As Amantes, de Elfriede Jelinek (Premio Nobel de Literatura 2004), excerto da pagina 18, Ediçoes ASA.

posted by .j. @ 4:33 da tarde, ,




peut-on choisir


As surpresas que se encontram ao virar da esquina... literalmente!

Etiquetas:

posted by Ricardo Fortunato @ 4:49 da tarde, ,